Vini Sponkiado

Marketing em digital – Social Media

[Hands-on] Google Facebook, digo, Google+

Quem esperava lucrar com o mercado negro de convites para o Google+, a nova rede social da Google, teve uma baixa considerável ontem à noite. Perto das 22h, a Google abriu as porteiras e liberou uma generosa nova rodada de convites para o serviço. EU ESTAVA LÁ!!1

Uma coisa que me chamou a atenção logo de cara foi uma checkbox na tela onde se define o nome de usuário. Diz ela:

“A Google poderá utilizar as minhas informações para personalizar conteúdos e anúncios em Web sites não pertencentes à Google.”

Ou seja, no fundo, no fundo, todo o papo de fazer um mundo melhor, consertar a forma como compartilhamos informação com o mundo blablabla whiskas sachê é uma fachada para conhecer melhor você e, com essas informações, lucrar mais em publicidade. Similaridade com o Facebook: 1 ponto.

Opção de privacidade no cadastro no Google+.Opção de privacidade no cadastro no Google+.

Depois de entrar, a coisa fica ainda mais parecida entre as duas redes. Coloque o Stream do Google+ numa janela ao lado do Feed de notícias do Facebook e alterne insanamente as abas com Ctrl + Tab. Reza a lenda que, se for muito rápido, ambas as páginas se fundem numa só, tamanha a semelhança no posicionamento de elementos e outras características.

Os Circles são, nada mais, nada menos, que as listas do Facebook ou os grupos do orkut. A diferença está na roupagem do gerenciamento, cheio de arrastar-e-soltar e animações bonitinhas. Na prática, a implantação é pífia, tanto quanto nas duas outras redes citadas. Pífia porque, a priori, você acabará publicando praticamente tudo como público e os Circles terão sua importância reduzida. Talvez esse comportamento mude, mas nessa primeira noite de testes, ficou essa desagradável sensação de potencial desperdiçado.

Visão geral do Google+.Visão geral do Google+. (Clique para ampliar)

O Google+ brilha, mesmo, nas ferramentas de comunicação em tempo real. Os Hangouts são a coisa mais fácil do universo para realizar vídeo chamadas em grupo. Aperte um botão (e instale um plugin no seu navegador…) e espere os amigos do seu Circle chegarem. Só isso, nada de username, senha extra, email ou convites bidirecionais.

No campo móvel, o app para Android traz o Huddle, que nada mais é que um WhatsApp para os Circles — aliás, nem tente iniciar conversas públicas; não dá.

De resto, espere uma “homenagem” bem dedicada da Google ao Facebook. O Google+ é legal e tem seus (poucos) méritos próprios, como fazer as pessoas repararem que comentários e mensagens são publicadas em tempo real — coisa que o Facebook também faz, mas a julgar pela surpresa das pessoas com essa feature no Google+, passa batido na rede do Mark. O layout do Google+ é mais agradável que o do Facebook e a ausência de páginas de empresas e anúncios (por ora, quer apostar?) torna tudo muito mais fluído.

Outra aposta bacana da Google é a integração de serviços. De cara, ao logar pela primeira vez, o sistema pergunta se você deseja conectar sua conta no Picasa Web Albums, que finalmente ganhou um uploader decente e aumentou os limites na versão gratuita. Seu perfil? É o bom e velho Google Profile. E a expectativa é que a integração seja maior na medida em que novos recursos cheguem — para o bem ou para o mal, como no caso do Gmail (leia abaixo).

Mas, sinceramente? Isso é pouco. Ninguém vai migrar do Facebook para o Google+ se a experiência for a mesma. Os dois destaques, Hangouts e Huddle, são recursos periféricos e pontuais, não algo que se usa o tempo todo, insuficientes para desencadear uma migração em massa.

Para piorar, a Google repete o erro do Buzz e enfia o Google+ goela abaixo aos usuários do Gmail, sob a forma do contador de notificações e um atalho para a publicação de novos posts no canto superior direito da janela. Frustrante, para dizer o mínimo.

Entre orkut, Wave e Buzz, o Google+ é a primeira investida merecedora de atenção da Google no campo das redes sociais. Mas não traz nada inovador, infelizmente. Pela massa de usuários que o Facebook conquistou, a flexibilidade de recursos, a plataforma sadia e lotada de desenvolvedores e os recursos que o Google+, no momento, está bem longe de ter, acho que, afinal, Mark Zuckerberg não tem tanto a temer. Só feche logo uma parceria com o Skype para colocar um bate-papo por vídeo no Facebook.

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